Conteúdo para RH 13 de outubro de 2020 Imagem de seta

Preconceito etário: como o RH pode atuar para quebrar a barreira da idade dentro da empresa

Preconceito etario  como o RH pode atuar para quebrar a barreira da idade dentro da empresa

O preconceito etário existe e precisamos debater sobre ele. O setor de RH pode ajudar a diminuí-lo e vamos te mostrar como!

Preconceito etário: dados

Não é novidade que a expectativa de vida dos brasileiros vem aumentando ao longo dos anos. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2018 aumentou três meses e quatro dia em relação ao ano anterior com uma média de 76,3 anos de idade.

Ainda segundo o IBGE, a expectativa é que em 2050 cerca de 30% da população terá 60 anos ou mais. E de acordo com a pesquisa feita pela PWC FGV, em 2040, 57% dos trabalhadores terá mais de 45 anos.

Expectativa de vida ao nascer, por estado:

quadro com informações de faixa etária e expectativa de vida

Como o RH pode atuar contra o preconceito etário

Com as crises enfrentadas pelo país, os mais velhos e com maiores salários acabaram sendo demitidos. Outra onda de demissões vieram com o avanço das tecnologias e com isso a busca pelos jovens inovadores.

Porém, o RH que age de forma estratégica faz com que esse encontro de gerações seja o diferencial da sua empresa.

#1 Integração

A integração da empresa é muito importante para a quebra da barreira de idade, porque aí podem ser quebrados muitos estereótipos e meta-estereótipos.

Os mais velhos costumam ter o estereótipo de ultrapassados, lentos, que não sabem lidar com a tecnologia, requerem mais custos (altos salários e  seguro saúde mais caro) e que são extremamente conservadores.

Em um estudo, o Harvard Business Review mostrou que agora há a preocupação com que os outros acreditam sobre você baseado na sua faixa etária. 

Uma pessoa mais velha começa a se preocupar que as pessoas acreditam que ele seja ultrapassado, mesmo que ninguém esteja pensando nisso, acreditando que estão pré julgando ela – sendo esse o conceito de meta-estereótipo.

Quando o RH pensa em integrar seus colaboradores tanto em relação no ambiente de trabalho quanto fora, ele pode conseguir romper essa barreira.

#2 Vantagens

É importante que o RH reconheça a importância e as vantagens de ter profissionais mais velhos.

A experiência profissional e pessoal são muito importantes, a sua visão do mercado é ampla, pois eles acompanharam a evolução e tem propriedade sobre o assunto.

São profissionais  responsáveis que já não estão buscando novas experiências, muitos já poderiam se aposentar, mas trabalham porque querem, gostam e tem apego a sua empresa.

Nesse contexto, o absenteísmo e a rotatividade entre colaboradores mais velhos é bem menor.

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#3 Treinamento

Independe da idade, os treinamentos são importantes e essenciais em qualquer empresa.

As empresas que fazem treinamentos constantes não só tem isto como um ponto positivo na retenção de colabores, como cresce muito mais rápido.

Além disso, treinamentos trazem trocas entre os colabores – aumentando a sua integração. Veja como trabalhar a geração X, Y e Z na sua empresa!

É importante que a empresa leve pessoas mais velhas para dar palestras e workshops sobre o o preconceito etário e que também exista um canal para que essas pessoas possam procurar a empresa quando se sentirem injustiçadas.

#4 Incentive a contratação

O RH é responsável pelo processo de seleção e recrutamento, começa nele essa quebra de barreiras ao incentivar a contratação de colaboradores mais velhos e diminuir o preconceito etário.

Com o maior número de universidades e faculdades no país, além da criação de bolsas, muitos idosos começaram a iniciar uma vida acadêmica. A Unilever, por exemplo, lançou processo de estágio exclusivo para pessoas com mais de 50 anos.

Ter a diversidade na sua empresa faz toda a diferença e combater o etarismo é um das formas de diversificar a sua empresa. Pensar fora caixa também é pensar com cabelos brancos!

Veja também: 6 temas que os RHs devem olhar para impactar a vida dos colaboradores!

Liderança inclusiva? Acompanhe o nosso podcast e saiba mais!


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